quinta-feira, 13 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Havia um garotinho que tinha mau gênio. Seu pai lhe deu um saco cheio de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência que batesse um prego na cerca dos fundos da casa.
No primeiro dia o garoto havia pregado 37 pregos na cerca. Porém, gradativamente o número foi decrescendo. O garotinho descobriu que era mais fácil controlar seu gênio do que pregar pregos na cerca. Finalmente chegou o dia, no qual o garoto não perdeu mais o controle sobre o seu gênio.
Ele contou isto a seu pai, que lhe sugeriu que tirasse um prego da cerca por cada dia que ele fosse capaz de controlar seu gênio. Os dias foram passando até que finalmente o garoto pôde contar a seu pai que não havia mais pregos a serem retirados. O pai pegou o garoto pela mão e o levou até a cerca. Ele disse:
Você fez bem garoto, mas dê uma olhada na cerca. A cerca nunca mais será a mesma. Quando você diz coisas irado, elas deixam uma cicatriz como esta.
Você pode esfaquear um homem e retirar a faca em seguida, e não importando quantas vezes você diga que sente muito, a ferida continuará ali.
Uma ferida verbal é tão má quanto uma física. Tenha isto em mente antes de se irar ao fazer algum mau contra alguém.
“Uma Língua suave é árvore de vida; mas a Língua perversa quebranta o espírito.” - Provérbios 15:4
Não diga Pai nosso, se você não se comporta cada dia como um filho e nem trata os demais como irmão.
Não diga que estais no céu, se você somente ama as coisas da Terra.
Não diga santificado seja o Vosso Nome, se você está preocupado em santificar o nome de outros deuses que tomam parte em sua vida.
Não diga venha a nós o Vosso reino, se você não acredita e nem está se preparando para este acontecimento.
Não diga seja feita a Vossa vontade, se você não aceita quando essa vontade é dolorosa.
Não diga assim na Terra como no céu, se você não acredita na vida eterna.
Não diga o pão nosso de cada dia nos dai hoje, se você não se preocupa com tantos pobres que hoje estão com fome.
Não diga perdoai os nossos pecados assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, se você ainda guarda rancor e ódio do teu irmão.
Não diga não nos deixeis cair em tentação, se sua intenção constante é pecar.
Não diga mas livrai-nos do mal, se você não coopera com Deus frente ás tentações do inimigo.
Não diga amém, se você não acredita no Pai nosso.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Mas era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir.
Um fazendeiro que passava por perto ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter:
- Mas olhe em meus braços! Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir.
Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática.
Mas as cicatrizes de um passado doloroso. Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor. Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.
E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando. Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir.
Lembre-se do jacaré e muito mais daquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar. Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.
Se esta mensagem tocou seu coração, não seja egoísta e divida com outros, pois edificou muita a minha vida e acredito que edificará outras também.
LEMBRE-SE SEMPRE QUE VOCÊ É ESPECIAL PARA DEUS.
domingo, 12 de outubro de 2008

O CÍRCULO DO ÓDIO
"O diretor de uma empresa gritou com seu gerente porque estava irritadíssimo.
O gerente chegando em casa, gritou com a esposa, acusando-a de gastar demais.
A esposa nervosa gritou com a empregada que acabou deixando um prato cair no chão.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara enquanto limpava os cacos de vidro.
O cachorrinho saiu correndo de casa e mordeu uma senhora que passava pela rua.
Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina. Ela gritou com o farmacêutico porque a vacina doeu ao ser aplicada.
O farmacêutico, ao chegar em casa, gritou com a esposa porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua esposa afagou seus cabelos e o beijou, dizendo: Querido! Prometo que amanhã farei seu prato favorito. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros limpos e cheirosos para que durma tranqüilo. Amanhã se sentirá melhor. retirou-se e o deixou com seus pensamentos. ..
Nesse momento rompeu-se o círculo do ódio pois ele esbarrou-se na TOLERÂNCIA, na DOÇURA, no PERDÃO e no AMOR."

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto às pessoas pode ser pobre. O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social. O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro. Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo. Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viajem para você? - Muito boa, papai, respondeu o pequeno. - Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza? - Sim pai! Retrucou o filho, pensativamente. - E o que você aprendeu com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão paupérrimo?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi:
- Que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. - Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. - Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. - Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. - Nós temos alguns canários em uma gaiola, eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer lhes... soltas!
O filho suspirou e continuou: - E além do mais papai, observei:
- Que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto! - No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
- Outra coisa, papai: Dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefato, sem garça e envergonhado. O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Depois disso, ficou dias a fio olhando na direção das nuvens, na esperança de receber uma resposta indicando que o seu pedido tinha sido, pelo menos, recebido. Nenhuma resposta, porém, do céu ou da terra, ele recebeu. Os dias passavam, e nada acontecia. Por causa disso, o homem duvidou. Achou até que Deus era uma invenção dos homens do seu tempo. Eis que um belo dia, quando menos esperava, uma caixinha dourada caiu do céu, bem na sua frente. Com cartão e tudo. E o remetente era Deus. No cartão, branquinho, estava escrito em letras garrafais: Receba com amor os presentes que Eu lhe dou. Desculpe a demora. Deus. "Não é que Ele existe mesmo?", comentou o homem. Deus não tinha esquecido nada. O pacote veio até embrulhado em papel de presente. Enfeitado com luas, estrelas e imagens de querubins. Deus caprichou até nos adereços. Em volta da caixa, podia se ver um grande e bem-feito laço de fita e, no meio dele, um ramo de oliveira. Antes que um aventureiro qualquer o fizesse, o homem agarrou a caixa. Abriu e encontrou duas coisas: um cacto e uma lagarta. Não entendeu nada. "Mas que negócio é esse? A gente pede uma coisa e Ele manda outra!" questionou. "Será que eu não soube me explicar direito?" Não se convenceu: ‘Meu presente veio errado. Deus se confundiu. Deve ser porque Ele recebe muitos pedidos". O homem abandonou o cacto e a lagarta num canto. Os dias foram passando... Passando... E, num deles, veja só o que aconteceu: a lagarta transformou-se em borboleta, e do cacto nasceu a mais linda de todas as flores. O homem ficou de boca aberta.
Hoje os tempos são outros, mas a lição é a mesma: tenha calma, paciência. Deus não se engana. Não jogue fora os presentes que Ele manda para você. Deus sempre envia o pacote certo. Muitas vezes a gente não sabe avaliar o conteúdo da encomenda. Deus sempre age certo. O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossosolhos pareça estar dando tudo errado.
QUANDO DEUS MANDA...
Em um programa de rádio foi anunciado que as pessoas que estivessem passando por alguma necessidade ligasse para o programa e pedisse qualquer colaboração.
Uma senhora ligou e disse que estava passando por grande provação, sem ter o que comer e que o seu marido estava sem emprego e com filhos pequenos, e que se Deus tocasse no coração das pessoas que mandassem alguma ajuda.
Um Ateu que estava ouvindo o programa pensou: vou provar a esta senhora que Deus não vai enviar ajuda, vou comprar tudo em Dobro e vou pedir para uns amigos enviarem para ela, e dizer que foi o diabo que enviou, então combinou com os amigos que levaram a feira á casa da senhora. A senhora ao receber a cesta, agradeceu a eles e disse, pode deixar em cima da mesa, e que Deus os abençoe... Um dos homens cochichou no ouvido do outro e perguntou: esta senhora não vai perguntar quem enviou?Ela não perguntou - e ele ousado disse: sabe quem mandou estas cestas para você?
Ela ficou calada, eles disseram foi o diabo que mandou... Ela então falou:
- Quando Deus Manda até o diabo Obedece!
Confie sempre em Deus
domingo, 28 de setembro de 2008
O CARPINTEIRO
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar as suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa: fazia demasiadamente barulho e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo reconheceu a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso. dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se forra o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira tomou formas e se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
-"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos negativos e concentremo-nos só nos positivos."
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar aspereza e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos positivos dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode vê-los, mas, encontrar qualidades...
...Isso é para os sábios.

Quero ser um televisor
A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação e nessa redação o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz:
"O que aconteceu?" Ela respondeu: "Leia". Era a redação de um menino.
“Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor”. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.
E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisor!”“.
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
“Meu Deus, coitado desse menino!”. Nossa, que coisa esses pais “
E ela respnde: "Essa redação é do nosso filho".
certo dia vi um letreiro que dizia:“Loja do Céu”.
Quando me aproximei, a porta se abriu... e quando me dei conta já havia entrado.
Vi grupos de ANJOS por todos os lados!
Um deles me deu uma cesta e disse: ”Filho meu, compre tudo o que quiseres, nesta loja há tudo de que um Cristão necessita...”
...E o que não puderes carregar hoje, podes voltar amanhã e levar sem problemas”.
Comecei pegando PACIÊNCIA e logo em seguida AMOR, já que estavam na mesma prateleira.
Mais adiante estava a COMPREENSÃO e também a comprei; iria precisar dela aonde quer que eu fosse...
Comprei, também, duas caixas de SABEDORIA e duas sacolas de FÉ.
Não pude deixar de lado o ESPÍRITO SANTO pois que estava em todo o lugar... Me detive por instantes para comprar FORÇA e CORAGEM, pois, me ajudariam muito na jornada da vida.
Quando eu já tinha quase cheia a cesta, lembrei-me que me fazia falta um pouco de GRAÇA, BENDIÇÃO E que não deveria me esquecer da SALVAÇÃO. Esta, a loja oferecia GRATUITAMENTE!!! Então peguei uma generosa porção de cada uma: O suficiente para salvar-me e para salvar-te!
Caminhei em direção ao caixa para pagar a conta, já tinha tudo para fazer a vontade do MESTRE Foi quando vi a ORAÇÃO e a agreguei à minha cesta já repleta.
Sabia que quando saísse eu a usaria... a PAZ e a FELICIDADE estavam em pequenas prateleiras, e aproveitei para levá-las também; a ALEGRIA pendia do teto, agarrei um pacote para mim.
Cheguei ao caixa e perguntei: Quanto devo? Ele sorriu e me respondeu: “Leva a tua cesta aonde quer que vás...”
Uma vez mais, sorri e perguntei: “Quanto realmente eu devo?"
Ele sorriu outra vez e disse: ”Filho meu, não te preocupes, Jesus pagou a conta há muito, muito tempo atrás".
"Tudo o que pedires em oração, com fé, o receberás". (Mateus,21:22)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Autor desconhecido.
Certa vez, um homem rico perdeu uma bolsa com quatrocentas moedas de ouro.
Então, anunciou nos jornais da cidade que daria uma boa gratificação a quem a encontrasse e a devolvesse para ele.
Dias depois, um homem muito pobre encontrou a bolsa edevolveu-a ao rico.
O rico contou as moedas. Estavam todas ali. Mas, como era muito avarento procurou um jeito de não dar a gratificação prometida. Então, olhou para aquele homem humilde e lhe disse:- Faltam cem moedas. Você me roubou. Não merece gratificação nenhuma.
O pobre homem foi expor o fato ao juiz.
O juiz chamou o rico e perguntou:- Quantas moedas havia na bolsa que você perdeu?- Quinhentas – respondeu-lhe o rico.- E quantas há na bolsa que este homem trouxe?- Quatrocentas, respondeu o rico.
Aí o juiz disse:- Então essa bolsa não é sua. Devolva a bolsa a este homem e desapareça da minha frente.
O BARBEIRO
Um homem foi ao barbeiro.Enquanto. seus cabelos eram cortados conversava com o barbeiro, falando da vida e de Deus.Daí a pouco, o barbeiro, incrédulo, não agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!- É claro que Deus existe.- Ora, se Deus existisse não haveria tantos, miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. E só andar pelas ruas e enxergar!
O freguês pagou o corte e quando ia sair da barbearia avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Deu meia volta e disse para o barbeiro:
- Sabe de uma coisa, não acredito em barbeiros!
- Como assim...? riu-se o barbeiro.
- Se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas como aquele ali, por exemplo!
- Ora, este sujeito ali está assim porque, evidentemente, faz tempo que não vai a um barbeiro!
- Que bom que agora você entendeu tudo, respondeu o freguês.
"Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos que o receberam, aqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" - João 1-12.
Autor: Carlos E. Faiz
Fonte: O MENSAGEIRO, edição 2005, pg. 64
Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.- De fato, disse o camponês, é uma águia, mas eu a criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das grandes asas.
- Não, retrucou o naturalista, ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia e este coração a fará um dia voar ás alturas.- Não, não, insistiu o camponês, ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que você de fato é uma águia, abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista, ela é uma águia e uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa e sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe disse...!
- Não, respondeu firmemente o naturalista, ela é águia e possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã eu a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo, pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha.
O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre si mesma, e começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
Autoria: Leonardo Boff