domingo, 28 de setembro de 2008

O CARPINTEIRO


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar as suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa: fazia demasiadamente barulho e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo reconheceu a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso. dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se forra o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira tomou formas e se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
-"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos negativos e concentremo-nos só nos positivos."
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar aspereza e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos positivos dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode vê-los, mas, encontrar qualidades...
...Isso é para os sábios.


Quero ser um televisor



A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação e nessa redação o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz:
"O que aconteceu?" Ela respondeu: "Leia". Era a redação de um menino.
“Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor”. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.
E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisor!”“.
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
“Meu Deus, coitado desse menino!”. Nossa, que coisa esses pais “
E ela respnde: "Essa redação é do nosso filho".


LOJA DO CÉU
Andava eu pela estrada da vida tempos atrás quando
certo dia vi um letreiro que dizia:“Loja do Céu”.
Quando me aproximei, a porta se abriu... e quando me dei conta já havia entrado.
Vi grupos de ANJOS por todos os lados!
Um deles me deu uma cesta e disse: ”Filho meu, compre tudo o que quiseres, nesta loja há tudo de que um Cristão necessita...”
...E o que não puderes carregar hoje, podes voltar amanhã e levar sem problemas”.
Comecei pegando PACIÊNCIA e logo em seguida AMOR, já que estavam na mesma prateleira.
Mais adiante estava a COMPREENSÃO e também a comprei; iria precisar dela aonde quer que eu fosse...
Comprei, também, duas caixas de SABEDORIA e duas sacolas de FÉ.
Não pude deixar de lado o ESPÍRITO SANTO pois que estava em todo o lugar... Me detive por instantes para comprar FORÇA e CORAGEM, pois, me ajudariam muito na jornada da vida.
Quando eu já tinha quase cheia a cesta, lembrei-me que me fazia falta um pouco de GRAÇA, BENDIÇÃO E que não deveria me esquecer da SALVAÇÃO. Esta, a loja oferecia GRATUITAMENTE!!! Então peguei uma generosa porção de cada uma: O suficiente para salvar-me e para salvar-te!
Caminhei em direção ao caixa para pagar a conta, já tinha tudo para fazer a vontade do MESTRE Foi quando vi a ORAÇÃO e a agreguei à minha cesta já repleta.
Sabia que quando saísse eu a usaria... a PAZ e a FELICIDADE estavam em pequenas prateleiras, e aproveitei para levá-las também; a ALEGRIA pendia do teto, agarrei um pacote para mim.
Cheguei ao caixa e perguntei: Quanto devo? Ele sorriu e me respondeu: “Leva a tua cesta aonde quer que vás...”
Uma vez mais, sorri e perguntei: “Quanto realmente eu devo?"
Ele sorriu outra vez e disse: ”Filho meu, não te preocupes, Jesus pagou a conta há muito, muito tempo atrás".
"Tudo o que pedires em oração, com fé, o receberás". (Mateus,21:22)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O FERREIRO
Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a DEUS. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário. Seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou: - É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a DEUS, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado. O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a melhor explicação. Eis que o ferreiro disse: - Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? - Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor absurdo, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. - Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a ofinica inteira se enche com o barulho do vapor. - Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita; uma vez apenas não é suficiente. O ferreiro deu uma longa pausa, pensou e continuou. - As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. - O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco num monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria. Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: - Sei que DEUS está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. - Mas a única coisa que peço é: Meus DEUS, não desista, até que consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser - mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.

Autor desconhecido.
AS TRÊS PENEIRAS
Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: - Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele... Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, o interrompeu: - Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro? - Não, não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram, mas eu acho que... E novamente Olavo é interrompido pelo chefe: - Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Claro que não! Deus me livre, Chefe! (disse Olavo, assustado) - Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante? - Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar; (fala Olavo, surpreendido) - Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? (disse o chefe sorrindo e continuou) - Da próxima vez antes de obedecer ao impulso de passar uma estória adiante, submeta-o ao crivo das TRÊS PENEIRAS: VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE
Autor desconhecido.
PROCURA-SE

Certa vez, um homem rico perdeu uma bolsa com quatrocentas moedas de ouro.
Então, anunciou nos jornais da cidade que daria uma boa gratificação a quem a encontrasse e a devolvesse para ele.
Dias depois, um homem muito pobre encontrou a bolsa edevolveu-a ao rico.
O rico contou as moedas. Estavam todas ali. Mas, como era muito avarento procurou um jeito de não dar a gratificação prometida. Então, olhou para aquele homem humilde e lhe disse:- Faltam cem moedas. Você me roubou. Não merece gratificação nenhuma.
O pobre homem foi expor o fato ao juiz.
O juiz chamou o rico e perguntou:- Quantas moedas havia na bolsa que você perdeu?- Quinhentas – respondeu-lhe o rico.- E quantas há na bolsa que este homem trouxe?- Quatrocentas, respondeu o rico.
Aí o juiz disse:- Então essa bolsa não é sua. Devolva a bolsa a este homem e desapareça da minha frente.
O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador. Provérbios 17.5

O BARBEIRO


Um homem foi ao barbeiro.Enquanto. seus cabelos eram cortados conversava com o barbeiro, falando da vida e de Deus.Daí a pouco, o barbeiro, incrédulo, não agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!- É claro que Deus existe.- Ora, se Deus existisse não haveria tantos, miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. E só andar pelas ruas e enxergar!
O freguês pagou o corte e quando ia sair da barbearia avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Deu meia volta e disse para o barbeiro:
- Sabe de uma coisa, não acredito em barbeiros!
- Como assim...? riu-se o barbeiro.
- Se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas como aquele ali, por exemplo!
- Ora, este sujeito ali está assim porque, evidentemente, faz tempo que não vai a um barbeiro!
- Que bom que agora você entendeu tudo, respondeu o freguês.

"Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos que o receberam, aqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" - João 1-12.

Autor: Carlos E. Faiz

Fonte: O MENSAGEIRO, edição 2005, pg. 64

A ÁGUIA E AS GALINHAS

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.- De fato, disse o camponês, é uma águia, mas eu a criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das grandes asas.
- Não, retrucou o naturalista, ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia e este coração a fará um dia voar ás alturas.- Não, não, insistiu o camponês, ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que você de fato é uma águia, abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista, ela é uma águia e uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa e sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe disse...!
- Não, respondeu firmemente o naturalista, ela é águia e possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã eu a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo, pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha.
O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre si mesma, e começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Autoria: Leonardo Boff